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Cinco meses. Foram cinco meses de espera por uma devolutiva sobre uma proposta estruturada, técnica e estratégica que entreguei a uma empresa de infraestrutura. E o que recebi em troca? Nada. Absolutamente nada. Nenhum e-mail. Nenhum telefonema. Nenhum “obrigado, mas seguimos por outro caminho”. Apenas o silêncio, esse tipo de silêncio que não é omissão, é desrespeito institucionalizado.
Mas eu não fiquei calado.
Mesmo sem resposta, fiz questão de registrar meu posicionamento. Porque não se trata apenas de uma proposta ignorada. Trata-se de um profissional com mais de 30 anos de experiência sendo desconsiderado como se sua trajetória não valesse nada. Como se tempo, conhecimento e entrega fossem descartáveis, como se gente com mais de 50 anos fosse invisível.
E é aí que mora o problema.
Estamos falando de um setor que exige excelência, ética e responsabilidade. Mas quando uma empresa não é capaz nem de comunicar uma decisão, ela fere todos esses pilares. E fere, principalmente, o ser humano do outro lado.
A falta de resposta não foi um erro. Foi uma escolha. Uma escolha que expõe a cultura de desvalorização, de desumanização, de etarismo corporativo.
E é por isso que o Movimento 50+ Contra o Etarismo existe.
Porque enquanto fingirem que está tudo bem ignorar profissionais maduros, vamos continuar assistindo talentos sendo descartados, experiências sendo desprezadas, e empresas se afundando em um modelo de gestão que confunde juventude com competência.
Eu não aceitei o silêncio. Eu respondi. Me posicionei. Denunciei. E dali nasceu um movimento.
Esse é o meu compromisso. Essa é a minha causa.
Dar voz a quem foi silenciado. Nomear o que tantos varrem para debaixo do tapete.
Porque desrespeito não se tolera, se combate.
Jeferson Motta